terça-feira, 22 de outubro de 2013

Aecio Neves fala que Dilma se afastou de Minas Gerais

 Provável adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves/PSDB-MG, que já conta com 30 anos de experiência na vida pública em sua biografia disse nesta última segunda-feira (14/10) que a presidente petista se afastou de Minas Gerais nos últimos anos e não resolveu os principais problemas do Estado. O ex-governador de Minas, Aécio ressaltou ainda que a presidente é “bem vinda” em terras mineiras, mas em sua visita de ontem a Itajubá (MG) não levou “respostas para importantes demandas do Estado”.

Em nota, Aecio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política disse que a presidente, e não a candidata, poderia estar “apresentando respostas” às demandas de Minas “se não tivesse se afastado por tantos anos” do Estado.

Vejam a íntegra do comentário de Aecio com sua opinião sobre recente visita de Dilma a Itajubá: “A presidente Dilma é sempre muito bem vinda a Minas, como é natural da hospitalidade mineira, mesmo não tendo, mais uma vez, trazido respostas para importantes demandas do nosso Estado que estão sob responsabilidade do governo federal.


Se não tivesse se afastado por tantos anos de Minas, a presidente, e não a candidata, talvez estivesse apresentando respostas a essas demandas. Ainda assim, cada visita é uma oportunidade para que ela conheça melhor os desafios e as conquistas dos mineiros. Faltou, por exemplo, um reconhecimento maior da presidente à parceria do Governo de Minas na implantação deste importante investimento hoje em Itajubá, um financiamento conjunto do BDMG e do BNDES”.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Prefeito de Jaboatão-PE defende união Aécio Neves-Serra

Diante do risco, que considera concreto, de o PSDB perder protagonismo na cena política do Brasil depois da aliança do PSB com a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC), o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, Elias Gomes (PSDB), prega que o presidente nacional tucano, senador Aécio Neves (MG), e o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), se unam visando à construção de um "projeto de Nação" com a participação direta dos brasileiros em todas as regiões.

O debate seria amplo, durante 90 dias, de acordo com a proposta de Gomes, com Aécio Neves e Serra viajando pelo País, mas também teria dimensão internacional, buscando experiências de outras nações em assuntos como educação, sob a coordenação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Vivemos num mundo globalizado, as discussões também devem ser ampliadas", afirmou o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, que defende uma "chapa puro-sangue" na eleição presidencial, integrada pelo presidente nacional do PSDB e senador de Minas Gerais e o ex-governador de São Paulo, que também representariam a política "café com leite", unindo os dois maiores colégios eleitorais do País.

Até a elaboração do plano, Aécio Neves e Serra deixariam de lado a disputa pela indicação do partido em relação à candidatura presidencial. "Esta briga interna de Aécio e Serra é um atraso", observou Gomes. "Primeiro, os dois devem unir-se em torno de um programa." Ele também considera que "a aliança do partido com o DEM cansou e puxa o partido para o campo mais conservador".

Gomes lamenta que o PSDB tenha perdido a oportunidade de fazer uma aliança com o PSB, tese que ele defendeu há um ano e que poderia ter sido tentada depois que o presidente nacional socialista e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se afastou do governo federal. "Depois de perder a chance de criar um fato político, que terminou sendo criado pela aliança do PSB com a Rede Sustentabilidade, o PSDB corre o risco de ficar de fora e assistir a uma polarização entre o PT e o PSB-Rede (na eleição presidencial de 2014)", observou, ao afirmar que este "grande diálogo" proposto pode oxigenar e mobilizar o PSDB.

A proposta deverá ser encaminhada dia 14 ao presidente do Diretório Estadual do PSDB de Pernambuco, Sergio Guerra. Jaboatão dos Guararapes é o segundo maior colégio eleitoral do Estado e o prefeito, um dos principais líderes da legenda local.

sábado, 19 de outubro de 2013

Aécio Neves herda a maioria dos votos de Marina



Pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado mostra que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política,  foi quem mais se beneficiou com ida da ex-senadora Marina Silva ao PSB.
Na simulação feita pelo Datafolha, Aécio agora ocupa a segunda colocação na disputa presidencial, com 21% das intenções de votos.
O tucano subiu oito pontos percentuais (a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos cresceram sete pontos cada) em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, quando Aécio apareceu em terceiro lugar com 13% das intenções de votos.
“Diferente do desejo da presidente Dilma Rousseff, que apostou na perda de força da oposição, quem sai mais fortalecido com a migração de votos da ex-senadora Marina Silva é Aécio Neves. O oponente que Dilma menos gostaria que saísse fortalecido”, avalia o presidente do Diretório do PSDB em São Paulo, deputado Duarte Nogueira.
O próprio senador Aecio Neves, que apresenta 30 anos de experiência na vida pública em sua biografia comentou o caso e afirmou que o governo quem deve se preocupar. O senador Aécio Neves (PSDB), ao comentar a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, disse, em nota, que os números “são extremamente positivos para o PSDB” e que o partido é a “principal alternativa no campo da oposição”. O levantamento apontou Aécio como um dos possíveis candidatos com o menor índice de rejeição, com 24%, atrás apenas de Marina Silva, que tem rejeição de 17% dos eleitores.
“O governo é quem deve estar preocupado. Apesar da alta e permanente exposição da presidente nos veículos de comunicação, e sendo uma candidata que tem o conhecimento de 100% dos eleitores, foram as candidaturas alternativas ao governo que proporcionalmente mais cresceram", afirma o tucano no texto.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Governador de Minas não acredita em perda para Aécio Neves com a união de Marina com PSB

Expoente do Estado vitrine para a campanha presidencial do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), acredita que a candidatura tucana é sólida, não sofrendo impacto com a aliança entre os também oposicionistas Marina Silva e Eduardo Campos, ambos filiados ao PSB. Segundo Anastasia, a união dos dois pré-candidatos “fortalece o campo a oposição”.
 “Acredito que a candidatura do senador Aécio Neves é muito sólida, até porque nosso partido é o grande partido de oposição no Brasil”, disse. Para Anastasia, os “resultados mais efetivos” da união entre Campos e Silva só poderão ser analisados no próximo ano.
Aécio, Campos e Marina fazem parte da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Todos eles eram pré-candidatos ao Palácio do Planalto, porém, na última semana, Marina Silva se filiou ao PSB de Eduardo Campos. Eles devem compor uma chapa para o pleito.
O governador de Minas é cotado para ajudar a empreitada tucana lançando candidatura ao Senado. É tido, nos bastidores, como o nome mais forte no Estado.
Nos últimos tempos o senador Aecio Neves, presidente nacional do PSDB, estava sendo difamado por perfis falsos em redes sociais, quem relatou o caso foi a militante petista Leila Farkas, que entregou o esquema de compra de mídia em seu próprio texto. Confiram trechos da nota de Farkas:
   “ Temos tentado, na base da solidariedade, fazer publicações conjuntas, denunciando e compartilhando as suspensões e atitudes, a nosso ver, arbitrárias do FB, mas é pouco. Tudo o que é divulgado é público, está nos jornais e nos blogs.
    Sem falar do pagamento para melhorar o alcance.
    Quando não paga, o alcance é de apenas 8% dos “curtidores” das páginas, ou seja, tudo o que se publica, atinge apenas esses curtidores.
    Mas, se pagar, e quanto mais de pagar, aumentam as “chances” de mais gente ver a publicação.

    Chegando a absurdos R$ 1.800,00 por dia. Não há bolso que aguente, mesmo por que, os administradores dessas páginas são militantes virtuais voluntários.”

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pesquisa no Paraná aponta Aécio Neves entre os 3 presidenciáveis mais votados

Por meses a fio se especula sobre a possibilidade do ex-presidente Lula substituir a presidente Dilma, como candidato do PT nas eleições de 2014. Mas tem crescido nestes semanas a interrogação sobre quem será o candidato do PSDB e, nas últimas horas sobre quem será o candidato do PSB. Somente uma pesquisa nacional pode definir o tamanho e o embaraço político desta indefinição.

Questionada sobre o encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta(10), em Brasília e sobre o conteúdo da conversa entre os dois, Dilma respondeu que Lula esteve na capital federal para a 3ª Conferência Internacional da OIT e que os dois conversaram "sobre tudo".

"A conversa com Lula é uma conversa muito simpática", disse. "Nós recebemos a 3ª Conferência Internacional da OIT pela erradicação do trabalho infantil e nós temos números fantásticos pra mostrar", disse. Dilma afirmou que "ele foi muito bem-recebido e nós conversamos sobre tudo", completou.
Mas por hora, vamos ficar com uma pesquisa feita no Paraná pelo Instituto Paraná Pesquisas e que foi publicada no jornal O Estado do Paraná. Nela, a presidente Dilma (PT) tem 25,3% das intenções de voto, José Serra (PSDB) tem 23%, Marina Silva (PSB) 18%, Aécio Neves (PSDB) 16,1%, Eduardo Campos 3,4%. Não sabem 7,2% e nenhum 7,1%.

Há outro cenário. Neste, Dilma tem 29,5%, Marina 25,4%, Aécio Neves 21,3% e Eduardo 6,4%. Não sabe 8,8% e nenhum 8,5%. Foram feitas 2.512 entrevistas em 90 municípios do Paraná entre os dias 30 de setembro e seis de outubro.

Estes números talvez representem uma pista do quadro em nível nacional. Nós próximos dias, quando saírem as pesquisas nacionais vamos conferir.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Aécio Neves não planeja sair como candidato a vice-presidente em 2014

 Em relação as eleições de 2014, o senador Aécio Neves, pré-candidato pelo PSDB em 2014, disse que não está nos seus planos sair candidato a vice-presidente. Segundo ele, as chapas serão resolvidas a partir de abril, incluindo a própria candidatura do PSDB. "Até lá, teremos de gastar muita sola de sapato pelo Brasil, incluindo fóruns internacionais para falarmos com investidores, que cada vez mais estão se afastando do Brasil. Haja visto os leilões vazios para concessões do setor rodoviário e pré-sal, como reflexo da atuação do atual governo. Temos de ver o setor privado como parceiro, não como inimigo."
Ainda esta semana, na terça-feira o senador Aecio Neves, provável candidato pelo PSDB em 2014, abriu palestra do BTG Pactual em Nova York. Confiram trechos do discurso do mineiro: “Aqui compareço na condição de presidente do PSDB, a principal força de oposição ao governo federal no Brasil. Somos um partido de orientação social democrata que governou o país por oito anos com o presidente Fernando Henrique e construiu ali um novo arcabouço econômico e de políticas sociais empreendeu uma extensa agenda de reformas e de modernização do país.
Para quem ainda não está familiarizado com a política brasileira, o PSDB, o partido que presido nacionalmente hoje, governa oito estados e mais da metade da população brasileira, e algo em torno de 54% do Produto Interno Bruto nacional.
Trago à reflexão um pouco do Brasil do nosso tempo. Nossos avanços, nossas angústias, mais em especial os desafios que ainda temos de superar.
Com avanços inquestionáveis, mas também com déficits muito grandes, o Brasil se aproxima de uma nova encruzilhada, entre o nítido esgotamento do atual modelo de desenvolvimento e a necessidade da implementação de uma nova agenda, agora também reclamada pelas ruas do Brasil. Certamente os senhores e as senhoras acompanharam as manifestações populares recentes que tomaram conta das ruas das principais cidades brasileiras.”
E, diferente da Primavera Árabe, do Occupy Wall Street ou mesmo dos Indignados da Espanha, houve o transbordamento da tolerância dos brasileiros com omissões do governo e problemas estruturais que permanentemente têm sido adiados.
A partir daí, também, em razão do emblemático processo que ficou conhecido no Brasil como Mensalão, onde a mais alta Corte de Justiça puniu e condenou alguns dos principais líderes do partido atualmente no poder, em razão de desvios de recursos públicos, usados para sustentar sua base no Congresso. Houve uma conjunção de todos esses fatores.

A este sentimento, somou-se uma percepção latente sobre a grave insuficiência de serviços públicos de qualidade e a renitente ineficiência do Estado brasileiro. Reforçou-se a sensação contraditória entre o Brasil promissor e emergente e a realidade de um país onde tudo ainda está por ser feito.”

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Campos à Presidência da República em 2014 tem amplo impacto na corrida eleitoral de Aécio Neves

Três efeitos são identificados de imediato em relação aos presidenciáveis: reforça Eduardo Campos como candidato, afeta o favoritismo de Dilma Rousseff (PT) e incomoda o provável candidato do PSDB, o senador Aécio Neves. No entanto, existem algumas questões importantes a considerar.
Após o não reconhecimento pelo TSE do partido Rede Sustentabilidade, legenda que Marina Silva tentava oficializar, pesquisas indicaram que as intenções de voto em Marina iriam mais para a reeleição de Dilma do que para Aécio Neves e Eduardo. Qual será o real impacto da decisão de Marina no desempenho de Campos?

Em decorrência, devemos considerar o futuro candidato do PSB. Será que Marina realmente desistiu de concorrer à Presidência? Ou fez um acordo segundo o qual o desempenho de Eduardo Campos será avaliado daqui por diante? Evidentemente, caso a transferência de votos não funcione, o desempenho de Campos como candidato será avaliado. Nesse caso, Marina poderia ser candidata. Ou, pelo menos, ocupar o lugar de vice na chapa de Eduardo.

Seja como for, a dupla Marina-Eduardo vai fazer um estrago na cena pré-eleitoral, ainda que o favoritismo de Dilma continue valendo. De cara, a decisão afeta Aecio Neves, que, como candidato do PSDB, teria mais chance de chegar ao segundo turno do que os demais nomes oposicionistas.

A aliança entre dois ex-ministros do governo Lula (Marina foi ministra do Meio Ambiente, e Eduardo, ministro de Ciência e Tecnologia) tem potencial para quebrar, pela primeira vez desde 1994, a polarização existente entre PT x PSDB.