segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aécio Neves acredita que parceria de Marina demostre uma conquista no Brasil democrático

 O senador Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política julgou a mais nova parceria política entre Marina e Campos como uma importante conquista do Brasil democrático. O mineiro posicionou-se sobre a união e fez a sua declaração. Leia na íntegra nota do senador mineiro, Aecio Neves, que já conta com 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia.
“O PSDB considera que a decisão da ex-senadora Marina Silva, de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, é uma importante conquista do Brasil democrático.

É também uma resposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede.

Acreditamos que a presença de Marina Silva fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas, tão necessárias para colocar fim a esse ciclo de governo do PT que tanto mal vem fazendo ao País.”

O mineiro ainda acredita que essa união possa ser positiva para ele, já que agora Campos não poderá recuar nas eleições de 2014 e terá que se apresentar como candidato. Para Aecio, Eduardo Campos chegou a um ponto de não retorno. Ou seja: não terá mais como recuar de suas pretensões presidenciais. Aécio temia que o pernambucano, pressionado pelo PT, que atraiu para a base governista um dos nomes mais simbólicos do PSB (Cid Gomes, do Ceará), e pelo ex-presidente Lula, acabasse desistindo da disputa, no meio do caminho. "Eduardo não pode mais recuar e isso é bom", disse Aécio.

sábado, 12 de outubro de 2013

Em Minas, Odelmo diz a Aécio Neves que não se sente disposto a mudar de legenda



Somente a partir da próxima segunda-feira(7) será possível avaliar as intensas mudanças de políticos com mandato de uma legenda para outra, com direito a se candidatarem no ano que vem. Um dos casos mais polêmicos em Uberlândia era a saída do vereador Felipe Attiê do PSDB para outra legenda. Saiu e foi para o PP – partido do ex-prefeito Odelmo Leão. Este conversou no fim desta semana, em Belo Horizonte, com o presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República. Odelmo disse a Aecio Neves que foi um dos fundadores do PP, liderou esse partido por oito anos na Câmara dos Deputados, é vice-presidente do Diretório Nacional do PP e não se sentia disposto a mudar de legenda.
Nem mudar de grupo político em Minas. Odelmo é político que enfrentou dificuldades no próprio partido e sempre acreditou que política partidária deve ser feita com fidelidade e que dificuldades são circunstanciais. Assim permanece desde a fundação da mesma legenda. O vereador Felipe Attiê deixou o PSDB com a ciência do presidente nacional do partido e formalizou a desfiliação com o aval do presidente do diretório estadual, deputado Marcos Pestana. Ingressou no PP para ser candidato a deputado estadual no mesmo projeto do ex-prefeito Odelmo Leão, que se prepara para disputar uma vaga na Câmara Federal. Para deputado estadual, Odelmo apoia também Wilson Pinheiro (agora no PTN) e o advogado Arnaldo Silva Júnior. Outras mudanças de legendas provocaram comentários, como a do deputado estadual Sérgio Lúcio (o Tenente Lúcio), que deixou o PDT e foi para o PSB – partido do governador de Pernambuco e virtual candidato a presidente da República Eduardo Campos.
Lúcio, em Uberlândia, é um dos principais aliados do prefeito Gilmar Machado, que é do PT. Poderá ter à frente muitos nós estratégicos para desatar, mas ele é político experiente que sabe, como poucos, transformar suco de limão em limonada. Pode estar se preparando para disputar a prefeitura em 2016. A deputada estadual Liza Prado deixou o PSB e passou para o novato Pros. É madura e sabe o que faz. Em Uberlândia, o cenário atual está confuso e o número de aspirantes a uma vaga na Câmara Federal e na Assembleia é deslumbrante e majestoso. Tem gente que circula a doidejar e a criar mil fantasias no espaço de olho em um mandato para brilhar no centro do poder político. Haja esperança!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Referindo-se a Minas Gerais, de Aécio Neves, Campos diz que pode haver palanque duplo em vários Estados

Possível adversário da presidente Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas eleições presidenciais de 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, admitiu nesta quinta-feira(03) a possibilidade de dividir palanques nos Estados com outros candidatos. O socialista foi questionado sobre a aliança que seu partido mantém com os tucanos em Minas Gerais, reduto eleitoral de Aecio Neves, mas afirmou que é provável que ocorra "a experiência de palanque duplo em vários Estados".
"As dinâmicas regionais vão indicar isso. Já tivemos nas eleições de 2010, de 2006, de 2002. Não tem força no mundo que consiga evitar que aconteça em vários estados", afirmou o governador, ao lado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, cotado para disputar o governo mineiro, apesar de negar a intenção de se candidatar. Lacerda foi eleito em 2008 com apoio do PT e do PSDB e reeleito ano passado em campanha capitaneada por Aécio Neves, após romper com os petistas.
Eduardo Campos esteve nesta quinta em Belo Horizonte para filiação do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, ao PSB. O evento teve direito a claque e, além de socialistas, contou com vários integrantes da Galoucura, torcida organizada do time mineiro. O próprio Kalil é cotado para disputar uma vaga no Senado, mas o cartola disse apenas que "não é dono da própria candidatura". "Vou ser liderado. Eu que liderei tanto tempo agora tenho uma liderança", disse.
Caso Lacerda mantenha a posição de não participar da disputa estadual, Eduardo Campos confirmou a possibilidade de a legenda apoiar candidato de outro partido em Minas, desde que esse apoio "também" garanta palanque no Estado para a candidatura do próprio pernambucano, que confirmou a afinidade com Aécio Neves, mas negou qualquer "pacto" prévio com o tucano para as eleições do ano que vem.

"Nós temos hoje uma aliança que reelegeu o prefeito Marcio, que esteve na base de sustentação e na reeleição do governador (Antonio) Anastasia e é nesse campo que vamos conversar. Só que agora não se trata mais de reeleição. É um quadro novo. Não tem decisão tomada sobre o jogo de 2014. Nem o PSDB sabe ainda quem é o candidato", observou. "Se os interesses forem colocados numa candidatura que não seja do nosso partido, podemos apoiar. Agora, pelo tamanho do PSB, (a legenda) vai ter que estar nessa (chapa) majoritária", completou o governador, que também não descartou manter negociações com o PT, apesar de os socialistas terem entregado os cargos que tinham no governo federal. "Conversa a gente não descarta com ninguém. Até com adversário a gente deve conversar", disse.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Aecio Neves desaprova ação de governo para cooptação de novo partido

A Ministra Ideli Salvatti ofereceu a políticos do partido de Paulinho da Força, o Solidariedade, manter cargos no governo em troca de apoio. O senador Aecio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política desaprovou a ação do governo Dilma para a cooptação do novo partido.
O mineiro Aecio Neves, que já conta com 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia também defende a criação da Rede e diz que governo usou sua força para inibir criação da legenda de Marina Silva. O senador pronunciou-se sobre o caso: “É o Estado, a população brasileira, pagando pela migração de parlamentares da oposição para a base. Houve a criação de um partido que não nasceu na órbita do governo, mas já está sendo cooptado também, em parte, pelo governo. Isso depõe contra a democracia, não ajuda que as pessoas se identifiquem e se aproximem da política, porque não veem nenhuma vinculação delas com os partidos que deveriam representá-las”, comentou Aécio, que esperava ter o apoio do Solidariedade.

Para as eleições de 2014 o combinado é que o martelo será batido em março dentro do PSDB, com a realização de um evento com a presença de Aecio e Serra. “Hoje o candidato que conta com o apoio da maioria do partido é o Aécio, mas o Serra tem consciência de que é um nome disponível para entrar na disputa a qualquer momento”, diz, por exemplo, o ex-vice-governador paulista Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB e aliado de Serra.

Um ponto de encontro entre os dois grupos é que o ex-governador paulista poderá, se disputar uma vaga no Congresso e vencer, comandar um processo de reforma política que proporia, entre outros pontos, o fim da reeleição e a adoção do mandato presidencial de cinco anos. Isso possibilitaria a Serra reivindicar uma candidatura em 2019, quando terá 77 anos - a reeleição foi aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, que se beneficiou da emenda constitucional e obteve um segundo mandato no Palácio do Planalto em 1998.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

José Serra jogou a toalha diante do presidenciável Aécio Neves

Ex-governador José Serra, finalmente, desistiu de seu sonho de concorrer pela terceira vez à Presidência da República; a decisão de ficar no PSDB e, digamos, apoiar Aécio Neves foi tomada durante reunião com presidenciável tucano, na segunda-feira 30, em São Paulo; gesto de Serra transfere problema sobre seu destino político para os tucanos paulistas; ele deve concorrer pelo partido à única vaga no Senado; mas também pode querer o lugar de Geraldo Alckmin no governo; novelão nacional termina para começar folhetim regional
José Serra jogou a toalha. Diante do presidenciável Aécio Neves, presidente do PSDB, Serra disse, em encontro na segunda-feira 30, em São Paulo, que vai permanecer no partido, desistindo de concorrer contra o próprio Aécio dentro ou fora do partido.
A decisão de Serra é uma vitória da estratégia de Aecio Neves, que vem fazendo reuniões em todo o País com as bases tucanas.
O ex-governador paulista ficou até mesmo sem espaço para bater o pé a respeito de prévias internas. Para concorrer pela terceira à Presidência da República, Serra tinha como melhor alternativa sair do PSDB para migrar, até 5 de outubro, para outra agremiação. O PPS do deputado Roberto Freire o esperava. Mas Serra, mal colocado nas pesquisas e desgastado pelo escândalo de corrupção Alstom-Siemens, que abala a seção paulista dos tucanos, resolveu abrir mão da alternativa.

Depois de provocar muita tensão, ele vai ficar onde sempre esteve. O que buscará, a partir de agora, é garantir sua candidatura ao Senado pelo partido. Ou, se for para complicar mais o jogo, dar um chega pra lá no governador Geraldo Alckmin, que tem direito à reeleição, e tentar disputar novamente o governo do Estado.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Marina Silva vice de Aécio Neves em 2014?

A Rede Sustentabilidade, o novo partido da ex-verde Marina Silva, tem apenas mais uma semana para viabilizar seu registro na Justiça Eleitoral. As expectativas não são muito otimistas, apesar do esforço final dos marinistas – inclusive de algumas estrelas globais, como o ator Marcos Palmeira. Segundo o procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, não haverá “nenhuma concessão” para que a sigla seja criada fora dos parâmetros legais. Diante deste risco real, crescem as especulações sobre o futuro de Marina Silva, que obteve quase 20% dos votos na última eleição presidencial.
Na semana passada, o pequeno Partido Ecológico Nacional (PEN) propôs trocar o nome da legenda para Rede caso a ex-senadora aceite disputar a sucessão de 2014 pela sigla. O PPS de Roberto Freire e até o descartado PV também sinalizaram que poderiam aceitá-la como candidata, desde que seu grupo não controle as respectivas máquinas partidárias. A mais curiosa proposta, porém, tem sido ventilada por alguns líderes tucanos. Eles defendem que Marina Silva seja vice na chapa encabeçada por Aécio Neves, o presidenciável tucano em 2014.
Aécio Neves afirmou que a Rede é vítima de perseguição política e disse: o país “merece ter uma alternativa como Marina”. Já o ex-presidente FHC, guru da oposição de direita, disse à jornalista Sônia Racy, do Estadão, que a ex-verde é uma “liderança moral”. O processo de sedução é intenso, mas dificilmente Marina Silva aceitaria ser vice na chapa do PSDB caso seu novo partido não consiga garantir o registro até 5 de outubro. Não por razões políticas e ideológicas, mas apenas por cálculos eleitorais e pragmáticos.
Do ponto de vista programático, não há muita diferença entre certos marinistas e a cúpula tucana. Na sucessão passada, as duas forças inclusive mantiveram intensos contatos, conforme registrou a Folha em junho de 2011: “Às vésperas da campanha de 2010, a presidenciável Marina Silva (PV) enviou aliados para um encontro sigiloso com o candidato José Serra no apartamento do ex-presidente FHC em Higienópolis… A conversa na casa de FHC ocorreu em fevereiro de 2010, quando os tucanos ainda sonhavam com a possibilidade de Marina ocupar a vice na chapa de Serra”.
No livro “O efeito Marina”, o deputado Alfredo Sirkis, coordenador da campanha marinista em 2010, até dá detalhes desta “reunião secreta”. Ele não trata da questão da vice e diz que o encontro teve como objetivo negociar o palanque duplo de apoio a Fernando Gabeira (PV-RJ). Lembra que a reunião até começou tensa. “Serra chegou muito desconfiado. Deixou seu celular em outro quarto, alegando que havia grampos capazes de monitorar conversas até por aparelhos desligados”, relata Sirkis. A conversa só foi aliviada graças à “contagiante simpatia” do anfitrião FHC.


Marina Silva vice de Aécio Neves em 2014?

A Rede Sustentabilidade, o novo partido da ex-verde Marina Silva, tem apenas mais uma semana para viabilizar seu registro na Justiça Eleitoral. As expectativas não são muito otimistas, apesar do esforço final dos marinistas – inclusive de algumas estrelas globais, como o ator Marcos Palmeira. Segundo o procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, não haverá “nenhuma concessão” para que a sigla seja criada fora dos parâmetros legais. Diante deste risco real, crescem as especulações sobre o futuro de Marina Silva, que obteve quase 20% dos votos na última eleição presidencial.
Na semana passada, o pequeno Partido Ecológico Nacional (PEN) propôs trocar o nome da legenda para Rede caso a ex-senadora aceite disputar a sucessão de 2014 pela sigla. O PPS de Roberto Freire e até o descartado PV também sinalizaram que poderiam aceitá-la como candidata, desde que seu grupo não controle as respectivas máquinas partidárias. A mais curiosa proposta, porém, tem sido ventilada por alguns líderes tucanos. Eles defendem que Marina Silva seja vice na chapa encabeçada por Aécio Neves, o presidenciável tucano em 2014.
Aécio Neves afirmou que a Rede é vítima de perseguição política e disse: o país “merece ter uma alternativa como Marina”. Já o ex-presidente FHC, guru da oposição de direita, disse à jornalista Sônia Racy, do Estadão, que a ex-verde é uma “liderança moral”. O processo de sedução é intenso, mas dificilmente Marina Silva aceitaria ser vice na chapa do PSDB caso seu novo partido não consiga garantir o registro até 5 de outubro. Não por razões políticas e ideológicas, mas apenas por cálculos eleitorais e pragmáticos.
Do ponto de vista programático, não há muita diferença entre certos marinistas e a cúpula tucana. Na sucessão passada, as duas forças inclusive mantiveram intensos contatos, conforme registrou a Folha em junho de 2011: “Às vésperas da campanha de 2010, a presidenciável Marina Silva (PV) enviou aliados para um encontro sigiloso com o candidato José Serra no apartamento do ex-presidente FHC em Higienópolis… A conversa na casa de FHC ocorreu em fevereiro de 2010, quando os tucanos ainda sonhavam com a possibilidade de Marina ocupar a vice na chapa de Serra”.
No livro “O efeito Marina”, o deputado Alfredo Sirkis, coordenador da campanha marinista em 2010, até dá detalhes desta “reunião secreta”. Ele não trata da questão da vice e diz que o encontro teve como objetivo negociar o palanque duplo de apoio a Fernando Gabeira (PV-RJ). Lembra que a reunião até começou tensa. “Serra chegou muito desconfiado. Deixou seu celular em outro quarto, alegando que havia grampos capazes de monitorar conversas até por aparelhos desligados”, relata Sirkis. A conversa só foi aliviada graças à “contagiante simpatia” do anfitrião FHC.