terça-feira, 26 de novembro de 2013

Aécio Neves fala sobre seu papel nas eleições de 2014

Em entrevista à imprensa, Aécio Neves, que é também presidente nacional do PSDB, destacou que embora esteja disposto a desempenhar o papel designado pelo partido, ainda não sabe quem disputará a presidência em 2014.

"As coisas na política acontecem naturalmente. Há um sentimento de uma parcela do partido nessa direção, mas como presidente central do partido, queremos apresentar ao Brasil uma nova agenda que vá ao encontro da ética e da eficiência, mas cumprirei o papel que meu partido determinar, mas cada vez mais me convenço da importância de um novo ciclo", justificou.
Indagado, Aécio Neves enfatizou também que não há data ou especulações para apresentação do candidato do partido. "A data da política não segue o calendário normal, mas a unidade do partido foi apresentada aqui neste evento", acrescentou.

A ausência de José Serra - que também tenta emplacar uma candidatura presidencial pelo PSDB - foi compensada pelo envio de uma mensagem a Aécio Neves, dada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin. "Ele me chamou para um café no fim de semana e pediu que eu transmitisse integral apoio ao evento promovido por Aécio Neves", disse Alckmin.

O que também foi comentado por Fernando Henrique Cardoso. "Fico satisfeito de ver essa unidade do partido e progressivamente será total. Acho que daqui por diante não temos mais que pergunta se o PSDB está junto, está mais que unido", completou.
Mensalão

Questionado sobre as prisões de petistas condenados no mensalão, entre eles, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, Aécio Neves defendeu que não há comemorações. "Ninguém comemora prisões ou sofrimento de quem quer que seja, por mais adversário que seja no campo político, mas há um sentimento de impunidade no país. Este julgamento deve servir de exemplo para todos os outros no Brasil", pontuou.


Para ele, as prisões não foram políticas, conforme disse o petista Rui Falcão. "Como presidente nacional do PSDB, lamento que o PT tenha confundido uma decisão da Suprema Corte brasileira com uma ação política. A prisão dos condenados no escândalo do mensalão foi feita com base em provas contundentes", acrescentou.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A verdadeira emancipação - coluna de Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

A educação é a principal ferramenta da verdadeira e emancipadora transformação social que o Brasil precisa fazer.

Reduzi-la apenas a frases de efeito ou a discursos é um gesto de covardia para com milhares de brasileiros. A falta de planejamento nessa área vai custar muito caro ao país. Para milhões de jovens, o preço já está alto demais. - afirmou o pré candidato a presidência Aecio Neves
Os números oficiais mostram que o despreparo e a ineficácia trabalham juntos para comprometer conquistas preciosas da sociedade brasileira, como a universalização do ensino fundamental, a elevação do percentual de pessoas com mais de oito anos de estudo e a forte redução do analfabetismo, entre outros avanços iniciados no período Itamar/Fernando Henrique. Esse quadro promissor vem sendo sistematicamente demolido.

Os números da Pnad 2012, divulgados há poucas semanas, revelam que a taxa de analfabetismo no país parou de cair e atinge 13 milhões de pessoas. Há ainda um enorme contingente de analfabetos funcionais que se encontram à margem do mercado de trabalho. De cada dez jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, três continuam sem estudar e trabalhar. Cerca de 50% da população adulta (superior a 25 anos) não têm ensino fundamental e só 11% têm ensino superior, índice muito inferior ao recomendado por instituições internacionais.
O ensino superior é uma das faces do caos no qual estamos imersos. Cerca de 30% dos cursos avaliados no último Enade foram reprovados. O compromisso de realizar dois Enems por ano acabou definitivamente arquivado. No principal ranking internacional de universidades, o Brasil ficou sem nenhuma representante entre as 200 melhores do mundo.

A inexistência de universidades competitivas diz muito sobre o país que pretendemos construir. A educação não é uma ilha isolada. Deveria estar inserida em um contexto que aposta na formação dos nossos cidadãos, em novas matrizes de produção, no incremento da inovação e no uso intensivo de tecnologias de ponta.
Aqui se instala o grande desafio a ser enfrentado: a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas, da mesma forma que o país não pode continuar aguardando eternamente as condições necessárias para realizar o grande salto no seu processo de desenvolvimento.
O país que almeja conquistar um lugar de destaque no mundo precisa aumentar a sua competitividade e a autonomia da sua população. Ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com limites hoje conhecidos, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade.

Essa realidade é injusta com o país. E é injusta, sobretudo, com milhões de brasileiros.  - concluiu Aécio Neves

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Em contato com Aecio Neves, ex- presidente do BC diz que governo Dilma repete modelo do General Geisel

­­Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Arminio Fraga, sócio fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, vê uma “certa tensão no ar” causada pelo modelo de flexibilização da política econômica que vem sendo seguido desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para Arminio, o governo deu recentemente sinais tímidos de reversão parcial desse modelo, especialmente na política do Banco Central, mas que ainda estão longe de apontar para um caminho mais seguro para a economia brasileira.
Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, ele lembra que ajustes geralmente não ocorrem em anos de eleição, mas o próprio temor do custo eleitoral da inflação, por parte do governo, “alinha os incentivos políticos e econômicos”.
Em contato constante com o presidenciável tucano Aécio Neves, que já apresenta 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia, Arminio não descarta participar do governo, embora ressalve que esse é um assunto a ser tratado com o candidato, e não com ele. O ex-presidente do BC também manifestou simpatia pelas ideias da dupla Eduardo Campos e Marina Silva.
Ainda hoje o senador mineiro Aecio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política afirmou que a educação é a verdadeira ferramenta emancipadora que o Brasil apresenta. Vejam trechos da coluna do senador na Folha de São Paulo:
 “A educação é a principal ferramenta da verdadeira e emancipadora transformação social que o Brasil precisa fazer(...). O ensino superior é uma das faces do caos no qual estamos imersos. Cerca de 30% dos cursos avaliados no último Enade foram reprovados. O compromisso de realizar dois Enems por ano acabou definitivamente arquivado. No principal ranking internacional de universidades, o Brasil ficou sem nenhuma representante entre as 200 melhores do mundo.
A inexistência de universidades competitivas diz muito sobre o país que pretendemos construir. A educação não é uma ilha isolada. Deveria estar inserida em um contexto que aposta na formação dos nossos cidadãos, em novas matrizes de produção, no incremento da inovação e no uso intensivo de tecnologias de ponta.
Aqui se instala o grande desafio a ser enfrentado: a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas, da mesma forma que o país não pode continuar aguardando eternamente as condições necessárias para realizar o grande salto no seu processo de desenvolvimento.
O país que almeja conquistar um lugar de destaque no mundo precisa aumentar a sua competitividade e a autonomia da sua população. Ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com limites hoje conhecidos, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade.

Essa realidade é injusta com o país. E é injusta, sobretudo, com milhões de brasileiros.”

sábado, 26 de outubro de 2013

Aécio Neves é contra formação de palanques duplos



Um dia após o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que vem de uma família com vasta biografia política, reunir a bancada da Câmara para tentar impedir palanques duplos com o PSB, o ex-governador de São Paulo José Serra considerou inevitável a ocorrência desses cruzamentos nos Estados.
A possibilidade de o PSDB abrir palanque para o governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, passou a ser vetada no ninho tucano após o anúncio da aliança do socialista com a ex-senadora Marina Silva. Nesta quarta-feira, 16, em almoço com deputados do partido, Aécio informou que não concorda que governadores do PSDB abram palanque para Campos nos Estados.
Ainda esta semana, o senador Aecio Neves (MG), que conta com 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia, autorizou seus aliados a intensificarem negociações para a construção de uma chapa tucana puro-sangue com o ex-governador José Serra. A possibilidade, categoricamente descartada por Serra, voltou a ser cogitada no PSDB diante da pressão com a chapa Eduardo Campos e Marina Silva, do PSB.
Serra, que participou de reuniões políticas na quinta-feira, 17, em Brasília e deu declarações como se fosse ele o candidato à Presidência, descartou a possibilidade de ser vice de Aécio, como desejado pelo grupo mineiro. Rechaçou, inclusive, ocupar a cabeça da chapa tendo o mineiro, que atualmente preside o PSDB, na vice. "Delirar é livre. A gente pode aqui especular sobre qualquer assunto. Mas não faz sentido", respondeu Serra quando questionado sobre a possibilidade de uma chapa puro-sangue.
O ex-governador disse que não abandonou a política e que tem a garantia do próprio Aécio, "falando como presidente do PSDB, e não como candidato", que a definição sobre a escolha do nome (para a sucessão presidencial) só ocorrerá em março. "Portanto, está tudo como era antes", disse.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Wilson Santos alerta que PSDB prioriza palanque de Aécio Neves e chapas proporcionais

Num momento em que se vê à margem da discussão da disputa pelo governo de Mato Grosso, o PSDB decidiu priorizar o fortalecimento do palanque para o presidenciável tucano Aécio Neves e a montagem de chapas à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. A explicação partiu do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, que faz parte da Executiva do PSDB, ao justificar o fato de os tucanos não terem candidato próprio ao Palácio Paiaguás, em 2014, pela primeira vez, em mais de duas décadas.
“O PSDB é como todo partido político fora do poder: definhou. Mas possui uma bela folha de serviços prestados para Mato Grosso e para o Brasil”, oberva ele. Os tucanos chegaram a ter 68 prefeitos – do total de 141 – e quase 400 vereadores quando Dante de Oliveira foi governador (1995-2002). Hoje conta com apenas quatro.

Santos enaltece o governo Dante, considerando-o responsável por equacionar o problemática energética, trazer o gás natural da Bolívia e fazer os trilhos da Ferronorte chegar a Mato Grosso. “Ele lançou as bases do Estado no qual vivemos hoje. Mato Grosso vive um novo ciclo ‘do ouro’. É o boom um econômico graças ao que foi lançado por Dante”, afiança o ex-prefeito da Capital.
Em todas as eleições, desde 1990, o PSDB esteve na chapa majoritária: Luiz Soares (1990), numa candidatura destinada para a construção da legenda; Dante de Oliveira (1994-98), Antero Paes de Barros (2002-06) e Wilson Santos (2010). No próximo ano, pela primeira vez, os tucanos ficam fora.
Na disputa pela Presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves possui chances reais de vitória. “É um nome que está aí e o PSDB está muito bem servido. Vamos construir um palanque forte para Aecio Neves em Mato Grosso”, emenda Wilson.

“Conseguimos sobreviver em 12 anos de oposição. Agora, vamos fazer uma campanha franciscana, para eleger dois deputados federais e quatro estaduais, para tomar novos rumos”, explica Santos, em entrevista exclusiva na redação do Olhar Direto.
Wilson Santos ainda não decidiu se irá disputar ou não mandato eletivo, em 2014. E o principal entrave está dentro de sua própria casa: a esposa Adriana Bussiki e os filhos são contrários à sua volta para a vida pública. Sem a s profundas olheiras do tempo em que era prefeito, Wilson cita que teve mais tempo para cuidar da família e não viverá mais “naquela loucura política”, obrigado a ficar 24 horas por dia se dedicando ao mandato.

E avisa que não disputa mais nenhuma eleição sob pressão. “Em 2010, eu fui Convocado pelo partido. Intimado! Pressão eu não aceito mais”, resume.

Wilson Santos revela que retomou à antiga profissão de antes dos mandatos eletivos: professor. Ele dá aulas de história na rede privada de ensino, em cursinhos preparatórios para concursos públicos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Aécio Neves fala que ideias de Marina e Campos são semelhantes as do PSDB

O senador mineiro, Aecio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política, falou que percebe o PSB com ideias parecidas com as defendidas pelo PSDB. Ontem, 16/10, Aecio afirmou que muitas das  posições defendidas pela ex-senadora Marina Silva e pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), são próximas das ideias dos tucanos.  

“Saudamos posições externadas pela Marina e pelo Eduardo (Campos), que são muito próximas àquelas que temos defendido, como resgate dos postulados macroeconômicos, do tripé que nos conduziu até aqui", afirmou Aécio, após reunião com a bancada tucana na Câmara dos Deputados.

"Acho que a Marina, assim com próprio Eduardo, percebem que este é um governo que caminha para o seu encerramento, porque ele fracassou", emendou o presidente do PSDB.

Em encontro realizado ontem (16/10) o senador Aécio Neves, que conta com 30 anos de experiência na política em sua biografia esteve por mais de duas horas em reunião com 44 dos 46 deputados federais tucanos. Aécio disse que para o PSDB aparecer como alternativa ao PT é preciso apresentar propostas de um novo modelo de política econômica que gere mais crescimento. Além disso, os tucanos teriam de citar mais as experiências que tiveram no governo federal, Estados e prefeituras. "O PSDB é quem reúne as melhores condições, os melhores quadros e a ousadia para dar um rumo novo ao Brasil", afirmou.

Segundo relatos dos parlamentares, Aécio observou que o cenário eleitoral caminha para uma disputa em dois turnos que é preciso ter regras claras nos palanques duplos em negociação com o PSB para que governadores e candidatos tucanos não façam campanha para Campos. "Essa questão precisa ser colocada com maior clareza. Os acordos vão seguir a lógica regional, mas os candidatos do PSDB apoiarão a candidatura nacional do PSDB", disse o mineiro, conforme relatos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Para o presidente do PSB paulista, Márcio França, o primeiro adversário é Aécio Neves

Aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, o presidente do PSB paulista, Márcio França, está sendo pressionado pela Rede, que passou a fazer parte da legenda, a se afastar dos tucanos e lançar um candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes. Principal interlocutor de Eduardo Campos no Estado, França acha que seria um erro seguir esse caminho. O plano defendido por ele é que Campos tenha espaço no palaque de Alckmin.

"No PSB os diretórios estaduais têm autonomia. É claro que é preciso bom senso. Sou próximo do Eduardo e jamais faria algo que pudesse prejudicá-lo. Não dá para chegar agora e apertar o delete em tudo", diz França. Para ele, o primeiro adversário é Aecio Neves (PSDB). "Não dá para imaginar um 2.º turno sem a Dilma. Sendo assim, precisamos encontrar mecanismos para equilibrar o jogo. Em São Paulo, pelo menos em tese, o Aécio Neves teria uma vantagem muito grande, já que o Estado é governado pelo PSDB. Se o PSDB tiver São Paulo e Minas, será praticamente impossível para Campos chegar ao 2.º turno. Desde o começo eu tive a missão de fazer a aproximação entre Alckmin e Eduardo".

O presidente do PSB paulista diz que Alckmin abriu espaço para o PSB, oferecendo várias secretarias. "Ele nos ajudou muito na eleição de 2012 em cidades importantes, como Campinas. É claro que, oficialmente, ele fará campanha para o candidato do PSDB. Mas sinto que existe uma simpatia. Campos e Alckmin são parecidos em muita coisa", afirma França. Questionado em que eles seriam parecidos, o pessebista diz que Geraldo e o Aécio são "antagônicos" em alguns comportamentos. "O Geraldo é muito ligado à família, já o Aécio casou agora. Faz uma semana. Sinto também que, quando o Geraldo foi candidato à Presidência, o envolvimento de Minas na campanha não foi muito grande".


Para França, dividir o palanque com Kassab ou Skaf é uma possibilidade. "O Skaf foi do PSB e saiu pela porta da frente. Toda a engenharia da criação do PSD foi feita conosco. Havia a possibilidade até de fusão. Mas a preferência é o Geraldo. A prioridade é fechar com ele".